Nova doença ataca viajantes por todo o mundo

Uma nova doença foi descoberta nesse começo de 2014. Trata-se de um vírus degenerativo, causado por um mosquito que ataca as pessoas que saem pelo mundo com suas mochilas, achando que a vida é uma brincadeira. O que acontece é que depois que uma pessoa se atreve a fazer sua primeiro mochilão, inevitavelmente é picada por esse mosquito chamado “Viajeviva”. Uma vez que a doença é contraída, corpo e espirito se degeneram rapidamente, e a única maneira de sobreviver, é viajando pelo mundo. Além de sobreviver, as viagens fazem com que a pessoa se torne cada vez mais jovem, física e espiritualmente. No inicio da doença, pequenas viagens são suficientes para a sobrevivência, mas com o agravamento, se torna necessário cruzar estados, países e até continentes. Em casos mais extremos, o paciente pode sentir alucinações tão fortes, que chega a ter contato com coisas que não se pode ver, o que lhe causa sensações de extremo prazer.

Outra grande consequência, é uma sensação chamada “felicidade”. As pessoas “saudáveis”, que levam uma vida estável, normalmente conseguem esquivar-se desse sentimento, já que seu tempo utilizado para trabalhar, juntar dinheiro e consumir, não sobrando muito tempo para senti-lo. Um dos piores problemas da doença, é que a felicidade é inevitável e não tem fim, já que o doente passa todo o tempo pensando sobre a vida, conhecendo o que existe dentro de si e entrando em contato com essas estranhas coisas que não se pode ver, mas eles insistem em dizer que sim, que existem…

Eu, como portador da doença desde o verão de 2000, busco prevenir a população sobre a enfermidade e suas consequências. Mas se ainda assim desejarem se arriscar, eu posso indicar alguns pontos onde o mosquito ataca com maior ferocidade!!!

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Esse texto foi publicado com autorização do autor.
Foi baseado no texto do Beto Ambrosio, cicloviajante e fotógrafo que está realizando o tour Vestígios de Aventura, projeto mantido pelo empresário Tadeu Lockermann, com apoio do Rotary Distrito 4540 e do Instituto DBike. O projeto consiste em uma viagem de bicicleta percorrendo 17 países da América Latina nos próximos dois anos e meio.
Acompanhe a viagem do Beto no Facebook e no blog Vestígios de Aventura.

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Sobre Vagabundo Profissional

“Muitos pensam que sou rico. Outros pensam o contrário. O que ninguém sabe é que minha riqueza é medida em histórias, em experiências e pessoas. Sim, sou rico. Porque viajei o mundo sem um único centavo no bolso. Sim, sou rico. Por causa das pessoas que conheci. Mas acima de tudo, sou rico, por que descobri o verdadeiro significado da vida.” (Fergal Smith)
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113 respostas para Nova doença ataca viajantes por todo o mundo

  1. Renato Medina disse:

    Até aos 12 anos viajei pelo meu mundo do quintal de minha casa e era plenamente feliz. A partir daí caminho na busca da plena felicidade sentado na varanda de minha casa.
    Acredito que deveria ter vendido a minha casa.

  2. Concordo! Fico imaginando os motivos que fazem com que alguns fazem comentários negativos! Hora, cada um é livre para escolher o estilo de vida que quiser! Vamos considerar que as pessoas são livres e, em liberdade fazem o que bem querem desde que respeitem as normas de conduta e convivência entre os povos!

  3. Muito bom… Eu já fui picado por esse mosquito, já não há volta a dar.

  4. Pingback: Fui picada por um tal de “travel bug” | Mala de aventuras

  5. Rafael Coelho disse:

    Eu e a minha fomos fomos infectados por este vírus há dois meses. E posso garantir: é uma doença que nos cura de muitas coisas! Para quem quiser acompanhar: http://mundoaivamosnos.com.br Grande abraço e parabéns aos viajantes citados no post!

  6. Marta Chan disse:

    é assim que saboreamos a verdadeira essência da palavra liberdade. onde estamos longe da sociedade alienada.
    Adorei demais este texto que mostra de uma forma irónica como certas pessoas adotam um estilo de vida diferente e é bem mais feliz assim. O pior é quando se está a viajar e já a pensar na próxima viagem, será que nessa altura já estamos numa fase muito avançada da “doença”?

  7. Pingback: A Menina e a estrada | Crônicas de uma menina de mochila nas costas

  8. Estranho como nos identificamos com algum lugar, de tanto andar e conhecer há lugares que nos prende de uma certa maneira, nos fascina, que acabamos ancorados nele por algum período……e mais um período….e mais…..assim estou eu agora com a minha “doença” em repouso mas sempre latente.

  9. Excelente a narrativa do Beto Ambrosio, muito louco essa coisa de ser mordido por algo que nos projeta para uma vida que não foi programada e, isso só acontece quando nos libertamos deste modelo de vida imposto pela sociedade, no fundo,todos que se engajam na louca aventura de sair pelo mundo, já foram infectados, antes mesmo de nascerem. Não existe sensação de liberdade mais autentica do que esta, desprender-se de padrões e sair pelo mundo, onde o inesperado é o combustível que te move…A sede de andar e conhecer novos lugares, pessoas, usos e costumes, aventurar-se na busca do novo e inesperado.Dos meus 61 anos vividos, estudei, casei, tive filhos, plantei árvores e viajei e morei em muitos lugares e, ainda não parei e, somente a falta de saúde me trará de volta ao convívio dos meus entes queridos. Hoje, Barra Grande – Ba, é a minha Passargada!

  10. Margoh Duarte disse:

    PENSO QUE AINDA QUERO VIAJAR PELO MUNDO…TALVE NOS PROXIMOS 5 ANOS SE DEUS ASSIM PERMITIR.

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