A alegria de voar.

Confesso que dá medo na hora de se jogar, dá muito medo. Você olha aquele desconhecido na sua frente e pensa seriamente em virar e desistir. Mas penso que voar de Asa Delta é como a vida, se não tivermos a coragem de dar um passo em direção ao desconhecido nunca teremos aquela sensação de liberdade, vento nos cabelos e sorriso no rosto.

Quando recebi um convite da Rotor Fly para voar sobre a cidade do Rio de Janeiro, confesso que pensei algumas (muitas) vezes antes de aceitar. Meu medo de altura é bem grande e subir os mais de 500m na Pedra Bonita, em São Conrado, na Zona Sul da cidade maravilhosa me pareceu bem assustador.
E eu fui. Bem com medo, mas fui. Quando cheguei no Rio e encontrei o Beto, dono da Rotor Fly, fui recebido como um velho amigo, no melhor estilo carioca de receber as pessoas. Me senti super a vontade e tranquilo enquanto ele tirava todas as minhas dúvidas sobre o vôo.

A trilha até a Pedra Bela foi feita em quase 20 minutos de subida em um veículo tipo buggy, o que aumentou ainda mais minha ansiedade.
Quando chegamos no topo tive a visão mais bonita até aquele momento da viagem: a praia, com o mar, imenso e sem fim e o bairro de São Conrado bem pequenininho lá em baixo, simplesmente lindo.
E a estrutura lá em cima é sensacional, não é só a rampa para vôo, tem sanitários, uma lanchonete, um mirante que parece mais uma arquibancada para quem não vai voar e todo o chão é recoberto de carpete. Estrutura top A.

Não, meu medo de altura não permitiu que eu chegasse na pontinha para fotografar.

Não, meu medo de altura não permitiu que eu chegasse na pontinha para fotografar.

O treinamento para voar foi bem rapidinho, rolou uma aula de como correr na rampa, onde colocar as mãos e como me segurar de modo correto.
Esperamos em uma pequena fila de asas deltas, todos aguardando o aval do fiscal par voar. Deu pra perceber a rigidez com que eles trabalham e a preocupação que eles tem com a segurança, tudo sujeito aos fiscais da pista, e a uma base lá no solo, que além de dizer quando se pode voar ainda fiscalizam os equipamentos de vôo, capacetes e asas dos esportistas.
Chegando na minha vez de voar eu já estava mais tranquilo (mentira, tava só fingindo). O Beto começa a checar os equipamentos e me pede para andar com ele. Achei que iríamos só nos posicionar na pista e esperar.
Foi quando ele vira pra mim e diz “vamos, corre comigo.”
Minha perna obedeceu, mas meu cérebro dizia “espera cara, deixa eu tomar fôlego primeiro, só um segundo…”
Foi tão rápido que não consegui pensar em desistir em alguns segundos eu estava com o pé na rampa, no outro sentia meu corpo sendo sustentado pelo vento. E o vento era forte… E eu gritei, gritei mas foi um grito de coragem. E o sorriso veio fácil.

Que sensação gostosa aquela de ver tudo pequenino lá embaixo, com aquele silêncio e só o vento na cara. Eu poderia fazer aquilo pelo resto do dia.
A vista era incrível, a praia com toda aquela imensidão azul na minha frente, as casinhas parecendo brinquedo e eu voando. E por falar em brinquedo, eu achei que a Favela da Rocinha pareciam aqueles bloquinhos de montar visto de cima, uma visão sensacional e impressionante, como diria Santos Dumont “As coisas são mais belas quando vistas de cima.”

Demos uma volta quando percebemos que tínhamos companhia. Um falcão acompanhava a gente voando por debaixo da nossa asa, simplesmente sensacional, uma coisa que me enche os olhos de lágrima quando eu lembro.

Voamos por mais alguns minutos, admirando aquela paisagem linda e decidimos pousar na Praia do Pepino, logo alí na frente.
E por mais que eu tenha sido meio desajeitado o pouso foi tranquilo.
A sensação de estar com os pés no chão? Boa, mas que deu vontade de fazer tudo de novo deu… E ainda dá.

Quer experimentar essa sensação? Leitor do Blog Vagabundo Profissional tem desconto, acesse já: http://www.betorotor.com ou se preferir ligue (21) 7725-3068(21) 9694-7323.

Anúncios

Sobre Vagabundo Profissional

“Muitos pensam que sou rico. Outros pensam o contrário. O que ninguém sabe é que minha riqueza é medida em histórias, em experiências e pessoas. Sim, sou rico. Porque viajei o mundo sem um único centavo no bolso. Sim, sou rico. Por causa das pessoas que conheci. Mas acima de tudo, sou rico, por que descobri o verdadeiro significado da vida.” (Fergal Smith)
Esse post foi publicado em Esportes, Experiências. Bookmark o link permanente.

Comente no Vagabundo Profissional

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s