A (verdadeira) sensação de liberdade.

O que leva uma pessoa em sã consciência a se atirar de um avião a mais de 4 mil metros de altitude?
Foi essa pergunta que fiz a mim mesmo quando recebi um convite da Sky Company para fazer um salto duplo de paraquedas.

Sky Company

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Meu pavor medo de altura não permitiria tal façanha, certeza. Mas a vontade de uma experiência nova, de uma nova sensação, de um novo sabor a vida me fez pensar e repensar se eu, de fato, teria coragem.
Aceitamos e fomos.
Confesso que fiquei a maior parte do tempo de ida até Boituva, no interior de São Paulo, pensando em ótimas desculpas pra no último segundo não ter que saltar. Mas confesso que fiquei, mais ainda, procurando ótimos motivos para saltar.
Na chegada ao Centro Nacional de Paraquedismo, onde fica a Sky Company, já me senti mais a vontade. O ambiente era super descontraído, jovem e alegre. Comecei a conversar com algumas pessoas que estavam fazendo o curso pra ser paraquedista e a todo momento pensava que alguns dali não batiam muito bem da cachola.

Na verdade acho que todos ali não eram muito sãos, a começar pelos instrutores. Um pessoal super alegre, sorridente, brincalhão e de bem com a vida, que me fez sentir bem em relação a me jogar de um avião.
Meu instrutor chamava Lutchy, um cara tranquilo, com uma cara de serenidade que me passou uma certa tranquilidade. Até ele brincar que era o mais velho estagiário da empresa (porra, o cara é estagiário!!!).
Fizemos o treinamento no solo, aprendi onde deveria segurar, quando abrir os braços, onde podia tocar e onde não podia.
E lá fui eu…

Os passos até o avião foram feitos em uma espécie de transe, em que eu pensava se realmente deveria fazer aquilo.
No avião, um monomotor pequenininho, iamos todos, nós e a galera que treinava para ser paraquedista. Um clima alegre e leve pairava ali dentro. O pessoal conversava, brincava e faziam piadas.
Acho que meu medo de altura se devia ao fato de eu não ter tido boas experiências em aviões até hoje. Percebi isso quando o avião começou a decolar, aí sim deu mais medo.

Fail Wars e Vagabundo Profissional

Vagabundo Profissional e Fail Wars, com seus respectivos instrutores

Dentro do avião eu parecia uma criança, olhava pela janelinha e fazia perguntas a toda hora (O que é esse relógio? Eu vou estar bem preso né? A que altura vamos?…)
E quando o avião atingiu os 5 mil pés de altura uma sirene apitou. Algumas pessoas levantaram e começaram a abrir a porta do avião. Pensei “é agora…”
E um cara simplesmente saltou, na minha frente.
Fiquei boquiaberto e sem palavras, simplesmente.
“VÉI, UM CARA SE JOGOU DE UM AVIÃO, VOANDO, BEM NA MINHA FRENTE!!!”

"Cara, você vai mesmo fazer isso?"

“Cara, você vai mesmo fazer isso?” Atentem pra minha cara de medo

E não tínhamos chegado nem na metade do nosso caminho…
Mais alguns minutos de subida (e perguntas minhas) e novamente a sirene apita.
Agora era a hora. As pessoas começam a abrir a porta e, uma a uma, irem sumindo por aquela imensidão.
Fomos nos aproximando da portinha, aí sim eu percebi o tamanho das coisas lá embaixo.
Minúsculas, pareciam uma pintura. Nada parecia real.

Nessa hora você pensa em tudo. Na hora em que olhei pela porta, a 12 mil pés de altitude, prestes a  saltar para a imensidão todos os pensamentos se tornaram um só: “o que, diabos, eu estou fazendo aqui?”
A minha sorte é que é tão rápido que não dá muito tempo de pensar, O Lutch tocou meu ombro e perguntou “e aí, vai ter coragem?”
Eu respondi “Ah f*da-se, vamos nessa”
E saltamos.

DCIM100GOPRO

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Acho que saltei por medo de ter medo. Acho que saltei pra sair da rotina. Acho que saltei pra me sentir diferente. Acho que foi pra provar que podia. Não sei por que saltei.
Duzentos quilômetros por hora, quatro mil metros de altura e uma sensação maravilhosa. Não sentia medo, não sentia pânico, tudo aquilo deveria ter ficado no avião, pois a sensação de paz, liberdade e felicidade que eu sentia não cabia no meu sorriso. O vento no rosto, a leveza no corpo e a sensação de estar flutuando são indescritíveis.  Me sentia muitíssimo bem.

Vix...

Vix…

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Depois de alguns segundos de queda livre (que, juro, queria que durasse mais) chega a hora de puxar a cordinha e abrir o paraquedas. Os quatro segundos entre o puxar e o abrir parecem uma eternidade e eu jurava que era mais rápido.
A leveza do paraquedas é delicioso. A vista é impagável e a sensação indescritível.

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Pra melhorar minha experiência o Lutch ainda deixou eu controlar as cordinhas e ir mudando a direção da queda, simplesmente sensacional, bem mais divertido que dirigir um carro, hahahaha.
Ao tocar o solo não me contive e dei um abraço no meu instrutor. Acho que foi o único modo que eu encontrei pra agradecer aquele maluco por me atirar de um avião em pleno vôo.

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Foi a única forma que encontrei pra agradecer uma pessoa que me fez sentir não só um pico de adrenalina, mas uma sensação indescritível de libertação, em que o grito não expressa um décimo da alegria e da felicidade que eu senti.
Foi a única forma que encontrei para agradecer a Sky Company por me fazer sentir vivo!
E agora eu me pergunto, o que leva uma pessoa em sã consciência a se recusar a saltar de um avião a 4 mil metros de altitude?

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“Muitos pensam que sou rico. Outros pensam o contrário. O que ninguém sabe é que minha riqueza é medida em histórias, em experiências e pessoas. Sim, sou rico. Porque viajei o mundo sem um único centavo no bolso. Sim, sou rico. Por causa das pessoas que conheci. Mas acima de tudo, sou rico, por que descobri o verdadeiro significado da vida.” (Fergal Smith)
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9 respostas para A (verdadeira) sensação de liberdade.

  1. Renata Castelan disse:

    Toda sua descrição desse momento tão surreal não se traduziu melhor!!!! Já saltei 3 vezes!!! E a sensação ainda continua indescritível… Felicidade pura!!! Acho que pelo menos 1 x na vida todo mundo deveria sentir isso…. bjoooo

  2. André Morato disse:

    Já está na minha listinha de afazeres. Já fiquei com as mãos suadas só de ler seu relato. Eu sou um cara que tenho medo de algumas coisas, mas não tenho medo de enfrentá-las, daí eu perco o medo. Já fiz vôo de Parasail mas é totalmente diferente. O jeito é esperar a oportunidade surgir e cair pra dentro.

  3. Ju Mazotti disse:

    Sem palavras pra explicar!

  4. Beatriz Fernandes de Amorim disse:

    Ai, que show! Obrigado, por tão clara narração, senti enquanto lia… toda a sua emoção.

  5. Nossa!! Meu coração começou a bater só de ler seu post! Muito bem escrito 🙂

  6. meira disse:

    O coração começa bater mais forte, não é de medo, é emoção que foi dada pelos amigos que “diz camarada Meira é hoje vai ser seu primeiro salto tu tá no próximo voo de instrução”, começo a colocar o equipamento de segurança, o instrutor começa passar as instruções como vai ser o salto, o que pensar nessa hora, automaticamente me recordava da minha infância, da profissão, da família, dos amigos, de tudo conquistado até aquele momento e agradecer a Deus. A aeronave chega, o cheiro é mistura de querosene, óleo, gasolina, fumaça, borracha, o som dos motores, o vento forte que as hélices faz, começo entrar na aeronave, tudo vibra lá dentro, o instrutor passa tranquilidade, 5 mil pés, aeronave sobe em circulo, 10 mil, as nuvens parece algodão doce, 15 mil pés, o ouvido fecha, 20 mil pés, se prepara diz instrutor, a porta atrás da aeronave começa abrir, o céu e terra no horizonte se confundem em uma linha, a espera a luz verde, momento único. Começa a corrida para solto livre, o instrutor diz vamos… agora… o ultimo passo no avião, o vazio, o 360 vejo a aeroneve indo embora, cheiro de querosene, outro 360, outro 360, o instrutor estabiliza a queda livre, o vento a 200 km por hora no rosto, de frente pra terra, instrutor diz comanda a queda com as mãos, incrível a sensação da queda livre, o som só do vento, o instrutor comanda a abertura do para queda, outra emoção diferente parece que parei no ar, o som muda se houve carros, buzinas, ver a terra do alto, faz pesar em Deus fez tudo perfeito, a natureza é linda. A emoção continua mudança de direção e velocidade, outros paraquedistas passam perto, da pra conversar, o instrutor passa os comando pra aterrar, o solo vem rápido, no chão novamente. Minha despedida do Exército depois de 30 anos.

  7. Suzane Melo disse:

    Simplesmente uma das melhores coisas que já fiz na vida! Só tive uma sensação de liberdade tão parecida quando fiz meu primeiro mochilão!!
    =D

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