Das travessias, uma clássica.

O que falar de uma travessia?! Começa em um ponto e termina no outro. Tua mochila vai nas costas. Você costuma acampar. Costuma cozinhar tua própria comida. Enfim, travessia é o que todo mochileiro costuma fazer e provavelmente um dos mais antigos meios de se fazer trekking. Você é responsável por tudo, desde o planejamento até a tua comida.

Foto: Bruno Poumayrac de Masredon

Foto: Bruno Poumayrac de Masredon

Claro, hoje existem empresas que cuidam de tudo pra você, só não te carregam no colo (ainda).

Mas mesmo assim, vou falar de uma travessia clássica, talvez a mais conhecida do Brasil. A Travessia da Serra dos Órgãos.

Uma travessia que começa em Petrópolis e termina em Teresópolis e dura cerca de três dias.

Se é dura?! É dura, na verdade, toda montanha é. Mas vale cada gota de suor.

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Foto: Bruno Poumayrac de Masredon

A trilha começa na charmosa cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Na verdade, começa no Bairro de Correas, meio afastado da cidade. Uma trilha bem definida e que leva ao paredão da Isabeloca, uma subida interminável e que te deixa nos Castelos do Açu. Uma subida difícil, mas que quando você pára para descansar e recuperar o fôlego, começa a ver o relevo do alto, o que te dá um pique pra subir cada vez mais alto. Os Castelos do Açu são um monte de blocos sobrepostos, onde é possível andar entre eles. De lá, após 5 min de caminhada, você enxerga a baia de Guanabara e a Ponte Rio x Niteroi. Agora, imagina isso a noite! Tem um visual de tirar o fôlego e que merece uma garrafinha de vinho, claro, sem exageros.

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Foto: Bruno Poumayrac de Masredon

No dia seguinte (o mais difícil), vamos andando até a Pedra do Sino, ponto culminante da Serra, passando por vales de mata, subindo montanhas, descendo de novo, subindo de novo, descendo de novo, vendo de Dedo de Deus, subindo de novo, descendo de novo até chegar no cavalinho (durante a subida). A Pedra do Sino esconde 2 visuais, um de um paredão de pedras sensacional, deixando a mostra de onde viemos e o outro as cidades no entorno do parque. O pôr do sol e o nascer do sol são imperdiveis.

Já no terceiro dia, só descemos por uma trilhazinha de mata atlântica até Teresópolis.

O que atrai nessa caminhada?! O visual e o desafio. Quando fiz, minha mochila tinha 15 kg (fiz em dois dias).

O parque oferece abrigos coletivos, mas os ingressos são limitados. Uma opção é ficar acampado também, mas é um frio desgraçado.

Claro, lá precisa de guia pra poder encontrar o caminho, senão vai dar umas cabeçadas na trilha e periga de passar a noite ao relento.

E aí, você acha que o visual dá pro gasto?!

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Foto: Bruno Poumayrac de Masredon

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Sobre Bruno Poumayrac de Masredon

Montanhista, pedaleiro, malabarista, escoteiro, bartender, vendedor, filósofo de buteco, guia e agora arriscando a escrever. Faço barba, cabelo e bigode. Lavo, passo e arrumo. Só não vou pra praia.
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2 respostas para Das travessias, uma clássica.

  1. Gisela disse:

    Lindo demais! To numa onda de desafios e espero que a maré não baixe. Que venha mais!! 🙂

  2. Fiz essa travessia a duas semanas.. Extremamente gratificante a paisagem e o desafio.. Em breve voltarei ! Quem puder não deixe de ir !

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